1º/10º GAv - Esquadrão Poker

 

O Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAv), o Esquadrão Poker, foi criado no dia 24 de março de 1947 e ativado no dia 1º de abril do mesmo ano, operando inicialmente na Base Aérea de Cumbica, em São Paulo, através da Portaria 199/GM3. Em dezembro de 1978 a Unidade foi transferida para a Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ficando subordinada operacionalmente à Terceira Força Aérea.

 

Com o objetivo de promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, em dezembro de 2016 o Comando da Aeronáutica extinguiu o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), as quatro Forças Aéreas (I FAe, II FAe, III FAe e V FAe) e os Comandos Aéreos Regionais (I COMAR, II COMAR, III COMAR, IV COMAR, V COMAR, VI COMAR e VII COMAR). Nesse processo de reestruturação, o COMGAR foi substituído pelo Comando de Preparo (COMPREP), o COMDABRA pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e as Bases Aéreas foram transformadas em Alas, mantendo sob sua subordinação as Unidades Aéreas sediadas em cada uma delas. Assim, a Base Aérea de Santa Maria se tornou a Ala 4, e nela estão sediados o 1º/10º GAv Esquadrão Poker, o 3º/10º GAv Esquadrão Centauro, o 1º/12º GAv Esquadrão Hórus e o 5º/8º GAv Esquadrão Pantera.

 

O Esquadrão Poker é a única Unidade da Força Aérea Brasileira que tem por missão principal o reconhecimento tático. Além dessas missões, realiza missões de reconhecimento visual, fotográfico, meteorológico e estratégico, além de missões de ataque ao solo, superioridade aérea e interdição, utilizando diversos armamentos e equipamentos. Devido ao seu código-rádio Poker, as esquadrilhas que compõem o 1º/10º GAv são identificadas pelos nomes dos quatro naipes do baralho. Seu lema é: "Da Pátria, os olhos. Na guerra e na paz, Poker!"

 

Aeronaves

 

No início de suas atividades, o 1º/10º GAv utilizou os jatos de treinamento e ataque Embraer AT-26 Xavante, numa versão de reconhecimento equipada com casulos contendo câmeras fotográficas Vinten e metralhadoras de médio calibre. Em aproximadamente 23 anos de uso, os Xavantes voaram mais de 60.000 horas no Esquadrão Poker.

 

Em 1999, o Esquadrão Poker começou a utilizar os Embraer/Alenia/Aermacchi A-1 (extra-oficialmente chamados de RA-1). Sem nunca ter recebido um nome oficial, o A-1 (monoposto e biposto) é conhecido popularmente no Brasil como AMX. Fabricado pela Embraer em parceria com as empresas italianas Aeritalia (atual Alenia) e Aermacchi, o AMX surgiu em 1977 inicialmente como um programa da Força Aérea Italiana para atender a sua necessidade de um caça-bombardeiro e de reconhecimento leve, que pudesse substituir algumas aeronaves de sua frota. A Força Aérea Brasileira necessitava de uma aeronave de ataque tático e estratégico, para ocupar a lacuna existente entre os F-5E Tiger II e os F-103 Mirage, que atuavam principalmente em missões de defesa aérea.

 

A aeronave foi adquirida pela FAB em grande quantidade, que batizou inicialmente como A-1 a versão monoposto e A-1B a versão biposto, sendo depois o A-1 modificado para a a versão A-1A. A Força Aérea Brasileira recebeu a sua primeira aeronave A-1 no dia 17 de outubro de 1989, matriculado FAB 5500.

 

No dia 03 de setembro de 2013, na fábrica da EMBRAER em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, a Força Aérea Brasileira recebeu o primeiro A-1A modernizado para a versão A-1M. A cerimônia contou com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, além de oficiais-generais do Alto Comando da Aeronáutica e funcionários da empresa. Essa primeira aeronave, matriculada FAB-5520, foi entregue ao Esquadrão Adelphi, sendo imediatamente introduzida nas atividades da Unidade.

 

O A-1M teve a estrutura revitalizada e recebeu novos equipamentos, entre eles o radar multimodo Mectron/Selex Galileo SCP-01 Scipio, que proporciona a busca e o rastreio de alvos aéreos, terrestres e navais. A sua tecnologia aumenta a precisão no lançamento de armamentos, amplia a capacidade de combate ar-mar e possibilita ao A-1M o cumprimento de missões contra alvos navais. O envelope de emprego do caça foi ampliado e novos artefatos inteligentes incorporados. Na versão modernizada, a cabine e a iluminação externa foram adaptadas para serem compatíveis com o uso de óculos de visão noturna (NVG).

 

Como parte do processo de reestruturação da Força Aérea Brasileira, o 1º/16º GAv Esquadrão Adelphi foi desativado no dia 12 de dezembro de 2016 e todas as suas aeronaves foram transferidas para os esquadrões Centauro e Poker.

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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