1º GDA - Esquadrão Jaguar

 

Sediado na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) tem sua origens na Primeira Ala de Defesa Aérea (1ª ALADA), ativada em 09 de fevereiro de 1970. A 1ª ALADA foi criada para ser o braço armado do Sistema de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (SISDACTA), implantado para prover uma rede de meios eletrônicos de detecção capaz de rastrear e identificar as aeronaves que sobrevoam o território brasileiroA 1ª ALADA foi depois reestruturada e recebeu a denominação de Base Aérea de Anápolis (BAAN), sediando o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), criado no dia 11 de abril de 1979 através do Decreto Presidencial Reservado nº 4.

 

Com o objetivo de promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, em dezembro de 2016 o Comando da Aeronáutica extinguiu o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), as quatro Forças Aéreas (I FAe, II FAe, III FAe e V FAe) e os Comandos Aéreos Regionais (I COMAR, II COMAR, III COMAR, IV COMAR, V COMAR, VI COMAR e VII COMAR). Nesse processo de reestruturação, o COMGAR foi substituído pelo Comando de Preparo (COMPREP), o COMDABRA pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e as Bases Aéreas foram transformadas em Alas, mantendo sob sua subordinação as Unidades Aéreas sediadas em cada uma delas. Assim, no dia 18 de janeiro de 2017, a Base Aérea de Anápolis se tornou a Ala 2, e nela estão sediados o 1º GDA (Esquadrão Jaguar), o 1º/6º GAv Esquadrão Carcará (anteriormente sediado na Base Aérea de Recife) e o 2º/6º GAv Esquadrão Guardião.

 

Aeronaves

 

Para equipar a nova unidade, em maio de 1970 foram adquiridos os jatos supersônicos franceses Mirage III, fabricados pela Avions Marcel Dassault Breguet Aviation (AMDBA), nas versões monoplace EBR e biplace DBR, conhecidos oficialmente na Força Aérea Brasileira como F-103E e F-103D, respectivamente. O primeiro Mirage III da FAB voou em 6 de março de 1972 em Bordeaux, na França, já ostentando o emblema da Força Aérea Brasileira. O primeiro voo sobre o território brasileiro ocorreu em 27 de março de 1973. As versões do Mirage III adquiridas pela FAB foram desenvolvidas primariamente para missões de defesa aérea, embora mantivessem alguma capacidade de atuar como plataformas de ataque ao solo. O motor era um SNECMA ATAR 09C, cujo empuxo máximo com pós-combustão alcançava 13.900 libras (6.305 kg), levando a aeronave a velocidade máxima de Mach 2,2 (2.350 km/h). O sistema de controle de fogo era baseado no radar Thomson-CSF Cyrano II, que originalmente operava integrado ao míssil ar-ar infravermelho Matra R530, depois substituído pelo míssil israelense Python III. Como armamento fixo, a aeronave era dotada de dois canhões DEFA de 30 mm. No inícios dos anos 90, a FAB incorporou ao Esquadrão Jaguar as missões de ataque ar-solo, passando a utilizar bombas de queda livre e lançadores de foguetes.

 

Para substituir os Mirage III, em 2002 a Força Aérea Brasileira abriu uma concorrência internacional denominada Programa FX, analisando propostas de diversos fabricantes. Por questões políticas e econômicas, o Programa FX sofreu sucessivos atrasos e os Mirage III foram desativados no dia 14 de dezembro de 2005, sem o anúncio de um vencedor. Após alguns dias, a FAB anunciou que doze Mirage 2000 (dez modelo C e dois modelo B) desativados pela Força Aérea Francesa seriam reformados e utilizados temporariamente pelo Esquadrão Jaguar. Até começar a receber essas aeronaves, o 1º GDA utilizou alguns Embraer AT-26 Xavante para manter a operacionalidade de seus pilotos. As missões de alerta foram realizadas em rodízio pelos Northrop F-5E Tiger II do Primeiro Grupo de Caça e do Esquadrão Pampa. Após esse período, os Xavantes retornaram para o Esquadrão Pacau.

 

Os dois primeiros Mirage 2000 chegaram no dia 04 de setembro de 2006 e os restantes foram entregues em lotes sucessivos até 2008. Na Força Aérea Brasileira, o Mirage 2000C recebeu a designação de F-2000C e o Mirage 2000B passou a ser o F-2000B. Ambos os modelos estavam equipados com turbofans SNECMA M53-P2 capazes de desenvolver 9.500 kg de empuxo e armamento fixo composto por dois canhões GIAT/DEFA 554 de 30 mm, além de capacidade para transportar bombas e mísseis sob as asas e fuselagem. Como eram para uso temporário, a camuflagem de origem francesa foi mantida.

 

O Programa FX deu origem ao Programa FX-2, com aeronaves mais modernas e capazes que a concorrência anterior. No dia 18 de dezembro de 2013, a Força Aérea Brasileira anunciou o resultado do Programa FX-2 e o vencedor da disputa foi o SAAB Gripen NG, da Suécia. O objetivo é comprar inicialmente 36 aeronaves, sendo 28 monoplaces e 8 biplaces, com as primeiras entregas em 2018.

 

No dia 20 de dezembro de 2013, em solenidade na Base Aérea de Anápolis, a Força Aérea Brasileira anunciou a desativação de todos os Mirage 2000, com as missões de alerta passando a ser realizadas em rodízio pelos Northrop/Embraer F-5EM Tiger II do Primeiro Grupo de Caça, do Esquadrão Pampa e do Esquadrão Pacau.

 

Logo após a desativação dos Mirage 2000, a Força Aérea Brasileira anunciou que estava negociando com a Suécia o fornecimento de alguns SAAB Gripen C e D para uso temporário e familiarização dos pilotos do Esquadrão Jaguar com a sua futura aeronave de combate. Em meados de 2015, por causa da crise financeira no Brasil, essa idéia foi abandonada. Em janeiro de 2016, o Esquadrão Jaguar recebeu quatro Northrop/Embraer F-5EM Tiger II que antes operavam no Primeiro Grupo de Caça e no Esquadrão Pampa. No mês seguinte, chegou um F-5FM Tiger II. Com essas aeronaves, o Esquadrão Jaguar vai cumprir as missões de defesa aérea na região central do Brasil até a chegada dos SAAB Gripen NG.

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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