1º/12º GAv - Esquadrão Hórus

 

O Primeiro Esquadrão do Décimo Segundo Grupo de Aviação (1º/12º GAv), o Esquadrão Hórus, foi criado no dia 29 de abril de 2011 na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de operar as Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), como também são chamados os Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) na Força Aérea Brasileira, realizando missões de Controle Aéreo Avançado, Posto de Comunicações no Ar, Busca e Salvamento em Combate (C-SAR) e Reconhecimento Aéreo.

 

A operação de um ARP necessita de sistemas em solo que permitem o controle, a telemetria e a recepção das imagens por meio de um sistema de enlace de dados, sendo as aeronaves comandadas por aviadores com experiência em aviões e helicópteros de combate, além de conhecimentos em missões militares e regras de controle do espaço aéreo. Os equipamentos para o controle da missão são chamados simplesmente de Sistema ARP, podendo ser transportado a bordo de aviões C-130 Hercules, possibilitando ao Esquadrão Hórus a capacidade de deslocamento para qualquer região do país ou até no exterior. Para um futuro não muito distante, a Força Aérea Brasileira pretende criar novas Unidades de ARP em outras bases aéreas, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.

 

Na mitologia egípcia, Horus, filho de Osiris, era o deus dos céus, o rei dos vivos. Uma divindade com cabeça de falcão e olhos que representavam o sol e a lua. Em português, o nome é escrito com acento, sendo essa a opção escolhida pela Força Aérea Brasileira.

 

Com o objetivo de promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, em dezembro de 2016 o Comando da Aeronáutica extinguiu o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), as quatro Forças Aéreas (I FAe, II FAe, III FAe e V FAe) e os Comandos Aéreos Regionais (I COMAR, II COMAR, III COMAR, IV COMAR, V COMAR, VI COMAR e VII COMAR). Nesse processo de reestruturação, o COMGAR foi substituído pelo Comando de Preparo (COMPREP), o COMDABRA pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e as Bases Aéreas foram transformadas em Alas, mantendo sob sua subordinação as Unidades Aéreas sediadas em cada uma delas. Assim, a Base Aérea de Santa Maria se tornou a Ala 4, e nela estão sediados o 1º/10º GAv Esquadrão Poker, o 3º/10º GAv Esquadrão Centauro, o 1º/12º GAv Esquadrão Hórus e o 5º/8º GAv Esquadrão Pantera.

 

Aeronaves

 

O Esquadrão Hórus iniciou suas atividades com duas aeronaves Elbit Systems RQ-450 Hermes (montadas no Brasil pela AEL Sistemas), equipadas com sensores eletro-óticos capazes de localizar e acompanhar alvos tanto de dia quanto de noite, voar a mais de 5.000 metros de altitude e carregar uma carga útil de 150 Kg. Em 2013 chegaram mais duas aeronaves, equipadas com câmeras diurnas e de infravermelho com melhor resolução, sistemas de comunicações aperfeiçoados, além de um radar que permite fazer imagens mesmo através das nuvens. As duas versões possuem capacidade de processamento de dados em tempo real durante a missão, podendo atuar em conjunto com diversas plataformas da FAB, como o E-99, R-99, R-35A, R-35AM, entre outras.

 

Em 2014 chegou o primeiro Elbit Systems RQ-900 Hermes, com capacidade de operação em média altitude e longa duração. Equipada com o sensor eletro-ótico e térmico DCoMPASS, com câmera colorida de alta definição, sensor de visão infravermelha e iluminador e designador de alvos a laser, essa aeronave possui também o sistema eletro-ótico SkEye, um conjunto de 10 câmeras de alta resolução que permite a vigilância de várias áreas simultaneamente, com transmissão de dados em tempo real. O RQ-900 Hermes voa a mais de 9.000 metros de altura e tem autonomia superior a 30 horas, duas vezes mais do que o RQ-450.

 

Além dos RQ-450 e RQ-900, o Esquadrão Hórus está se preparando para começar a operar com Alvos Aéreos Remotamente Pilotados (AARP) com propulsão a jato para o treinamento de pilotos de caça. Desenvolvido na Espanha pelo Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA) e produzido no Brasil pela EQUIPAER, o sistema DIANA é composto por uma estação de controle de solo e um sistema de lançamento móvel, além dos alvos aéreos lançados de uma rampa. Após o voo, o DIANA aciona seu paraquedas e cai no mar para ser posteriormente resgatado e utilizado em novas missões.

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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