Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo

 

O Centro Técnico Aeroespacial (CTA) iniciou suas atividades em 1947, na cidade do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano foi criado o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), utilizando instalações cedidas pela Escola Técnica do Exército (atual Instituto Militar de Engenharia) e com o objetivo de realizar a formação acadêmica de recursos humanos especializados em aeronáutica. Em 16 de janeiro de 1950, o CTA foi transferido para a cidade de São José dos Campos, no interior do Estado de São Paulo. Em 26 de novembro de 1953, o decreto n° 34.701 formalizou a organização do CTA, cujas atividades seriam coordenadas e supervisionadas por uma Direção Geral e executadas pelos seguintes órgãos: Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Curso de Proteção ao Voo e Curso de Preparação de Oficiais da Reserva (CPORAer).

 

O IPD tinha sob sua direção um Departamento de Aeronaves (PAR), um de Eletrônica (PEA), um de Materiais (PMR) e um de Motores (PMO). Dentro desse contexto, dois dos principais objetivos do IPD eram: "ensaiar e homologar novos tipos de aeronaves produzidas no país bem como aeronaves modificadas ou alteradas e fornecer os certificados de tais homologações" e "ensaiar e homologar equipamentos, componentes e materiais de interesse dos órgãos da aeronáutica, por solicitação de outros órgãos do governo ou da indústria". No final de 1961, foi criada a Seção de Operações e Ensaios em Voo, mais tarde denominada Sub-divisão de Ensaios em Voo e posteriormente Divisão de Ensaios em Voo (até fevereiro de 2006) e Grupo Especial de Ensaios em Voo (até março de 2011), quando recebeu a denominação atual de Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo.

 

O Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo está subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (anteriormente denominado como Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial e até fevereiro de 2006 como Centro Técnico Aeroespacial). As suas instalações, incluindo hangares, estação de telemetria, sistemas de trajetografia fixa e móvel, laboratórios de instrumentação e calibração e salas de aula ainda se mantém em São José dos Campos. O emblema do IPEV mostra Santos Dumont realizando o primeiro ensaio em voo, quando pendurou o 14-bis sob o balão de número 14. A letra X representa a atividade aeronáutica experimental em todo o mundo.

 

Os especialistas do IPEV relacionados com as atividades de ensaios em voo estão distribuídos em cinco grupos principais: Pilotos, Engenheiros, Especialistas em Aquisição de Dados, Técnicos de Manutenção e Pessoal Administrativo, possuindo cinco subdivisões: Apoio, Operações, Engenharia, Formação e de Sistemas, com um efetivo composto por civis e militares de nível médio e superior, totalizando mais de 200 pessoas. As áreas de ensaios em voo estão localizadas sobre o Vale do Paraíba e a Serra da Mantiqueira, além de uma grande área sobre o Oceano Atlântico, nas proximidades da cidade de Ubatuba.

 

Aeronaves

 

Para realizar suas missões, o Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo utiliza algumas aeronaves próprias e outras que permanecem sob sua responsabilidade apenas pelo tempo necessário para realizar os ensaios e testes solicitados. Entre as aeronaves próprias utilizadas atualmente, estão dois Embraer A-29B Super Tucano, um Embraer C-95AM Bandeirante, um Embraer C-97 Brasília e um Embraer C-99A, todos eles utilizados anteriormente por outros esquadrões da Força Aérea Brasileira.

 

O Embraer A-29B Super Tucano é uma aeronave de ataque leve e treinamento avançado, equipada com modernos aviônicos digitais e uma turbina Pratt & Whitney Canada PT6A-68C com 1.600 shp de potência, tem peso vazio de 3.200 kg e peso máximo de 5.400 kg, velocidade máxima de 590 km/h e atinge 10.665 metros de altitude máxima. As aeronaves do IPEV tiveram as suas metralhadoras e os cofres de munição removidos e foram eliminados alguns equipamentos desnecessários para a nova missão, resultando na diminuição do peso e melhorando a sua performance.

 

O Embraer C-95AM Bandeirante é a versão modernizada do C-95A, com melhorias na parte estrutural e nos sistemas de refrigeração, mecânico e hidráulico, além de modernos sistemas de navegação e comunicação, porém mantendo as mesmas turbinas Pratt & Whitney PT-6A-34 com 750 shp de potência. A velocidade máxima é de 452 km/h e a autonomia de 1.900 km, com peso vazio de 3.400 kg e peso máximo de decolagem de 5.600 kg. O comprimento é de 15,33 metros e a envergadura de 14,22 metros.

 

O Embraer C-97 Brasília está equipado com duas turbinas Pratt & Whitney PW-118 com 1.850 shp de potência, tem velocidade máxima de 556 km/h e autonomia de 1.750 km com 30 passageiros, peso vazio de 7.580 kg e peso máximo de decolagem de 11.500 kg. O comprimento é de 20,02 metros e a envergadura de 19,78 metros.

 

O Embraer C-99A, antes de voar na Força Aérea Brasileira, foi utilizado pela empresa aérea Rio Sul, onde era conhecido como ERJ-145 Jet Class. Está equipado com duas turbinas Rolls Royce AE3007, tem velocidade máxima de 830 km/h, peso vazio de 1.810 kg e peso máximo de decolagem de 3.175 kg. O comprimento é de 29,87 metros e a envergadura de 20,04 metros.

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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