3º/10º GAv - Esquadrão Centauro

 

O 3°/10° GAv (3º Esquadrão do 10º Grupo de Aviação) foi criado no dia 10 de novembro de 1978 para atender ao planejamento estratégico do COMGAR (Comando-Geral do Ar), que necessitava contar com uma Unidade de Emprego Aerotático na região Sul do Brasil. A cidade escolhida foi Santa Maria, no Rio Grande do Sul e inicialmente o novo esquadrão operou com os jatos de treinamento e ataque Embraer AT-26 Xavante, oriundos do 3° e do 4° EMRA (Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque).

 

Em janeiro de 1980, o 3°/10° GAv tornou-se uma Unidade Operacional de Caça e desde então vem cumprindo com êxito as missões destinadas à Aviação de Caça, dentro das tarefas de superioridade aérea, interdição e apoio aéreo aproximado. O símbolo do 3°/10° GAv é o Centauro, nome de uma constelação do Hemisfério Sul que mostra a imagem de um guerreiro, metade homem, metade cavalo, com sua lança em posição de ataque. A adoção desse símbolo serviu para regionalizar a Unidade, associando-a a imagem do valoroso gaúcho, muitas vezes chamado de o "Centauro dos Pampas". As esquadrilhas são identificadas com os nomes das três maiores estrelas da Constelação Centauro: Alpha-Centauro, Beta-Centauro e Gama-Centauro. As letras gregas indicativas e o número da aeronave dentro da esquadrilha eram aplicados na parte frontal esquerda das aeronaves.

 

Com o objetivo de promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, em dezembro de 2016 o Comando da Aeronáutica extinguiu o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), as quatro Forças Aéreas (I FAe, II FAe, III FAe e V FAe) e os Comandos Aéreos Regionais (I COMAR, II COMAR, III COMAR, IV COMAR, V COMAR, VI COMAR e VII COMAR). Nesse processo de reestruturação, o COMGAR foi substituído pelo Comando de Preparo (COMPREP), o COMDABRA pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e as Bases Aéreas foram transformadas em Alas, mantendo sob sua subordinação as Unidades Aéreas sediadas em cada uma delas. Assim, a Base Aérea de Santa Maria se tornou a Ala 4, e nela estão sediados o 1º/10º GAv Esquadrão Poker, o 3º/10º GAv Esquadrão Centauro, o 1º/12º GAv Esquadrão Hórus e o 5º/8º GAv Esquadrão Pantera.

 

Aeronaves

 

No início de suas atividades, o Esquadrão Centauro utilizou os jatos de treinamento e ataque Embraer AT-26 Xavante. Em abril de 1998, começou a utilizar os Embraer/Alenia/Aermacchi A-1 (extra-oficialmente chamados de RA-1). Sem nunca ter recebido um nome oficial, o A-1 (monoposto e biposto) é conhecido popularmente no Brasil como AMX. Fabricado pela Embraer em parceria com as empresas italianas Aeritalia (atual Alenia) e Aermacchi, o AMX surgiu em 1977 inicialmente como um programa da Força Aérea Italiana para atender a sua necessidade de um caça-bombardeiro e de reconhecimento leve, que pudesse substituir algumas aeronaves de sua frota. A Força Aérea Brasileira necessitava de uma aeronave de ataque tático e estratégico, para ocupar a lacuna existente entre os F-5E Tiger II e os F-103 Mirage, que atuavam principalmente em missões de defesa aérea.

 

A aeronave foi adquirida pela FAB em grande quantidade, que batizou inicialmente como A-1 a versão monoposto e A-1B a versão biposto, sendo depois o A-1 modificado para a a versão A-1A. A Força Aérea Brasileira recebeu a sua primeira aeronave A-1 no dia 17 de outubro de 1989, matriculado FAB 5500.

 

No dia 03 de setembro de 2013, na fábrica da EMBRAER em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, a Força Aérea Brasileira recebeu o primeiro A-1A modernizado para a versão A-1M. A cerimônia contou com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, além de oficiais-generais do Alto Comando da Aeronáutica e funcionários da empresa. Essa primeira aeronave, matriculada FAB-5520, foi entregue ao Esquadrão Adelphi, sendo imediatamente introduzida nas atividades da Unidade.

 

O A-1M teve a estrutura revitalizada e recebeu novos equipamentos, entre eles o radar multimodo Mectron/Selex Galileo SCP-01 Scipio, que proporciona a busca e o rastreio de alvos aéreos, terrestres e navais. A sua tecnologia aumenta a precisão no lançamento de armamentos, amplia a capacidade de combate ar-mar e possibilita ao A-1M o cumprimento de missões contra alvos navais. O envelope de emprego do caça foi ampliado e novos artefatos inteligentes incorporados. Na versão modernizada, a cabine e a iluminação externa foram adaptadas para serem compatíveis com o uso de óculos de visão noturna (NVG).

 

Como parte do processo de reestruturação da Força Aérea Brasileira, o 1º/16º GAv Esquadrão Adelphi foi desativado no dia 12 de dezembro de 2016 e todas as suas aeronaves foram transferidas para os esquadrões Centauro e Poker.

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

 

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