1º/6º GAv - Esquadrão Carcará

 

O Esquadrão Carcará tem suas origens no Centro de Treinamento de Quadrimotores (CTQ), criado em 24 de janeiro de 1951 na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, e depois transferido para Recife, Pernambuco. O Centro de Treinamento de Quadrimotores tinha a missão de formar as primeiras equipagens da Força Aérea Brasileira em aeronaves quadrimotoras, utilizando os Boeing B-17 Flying Fortress, recebidos após o final da Segunda Guerra Mundial.

O Centro de Treinamento de Quadrimotores foi extinto em 25 de setembro de 1953, quando foi criado o Sexto Grupo de Aviação (6º GAv), constituído pelo Primeiro Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (1º/6º GAv), dedicado à Busca e Salvamento e o Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAv), para missões de Reconhecimento Fotográfico. Em 20 de novembro de 1956, o Sexto Grupo de Aviação (6º GAv) foi unificado, funcionando assim até 12 de maio de 1969, quando foi criado o Primeiro Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (1º/6º GAv) Esquadrão Carcará, para realizar missões de Reconhecimento Fotográfico, Reconhecimento Visual e Reconhecimento Meteorológico no âmbito da FAB, além de atuar em apoio ao Exército, Marinha e órgãos governamentais.

Com o objetivo de promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, em dezembro de 2016 o Comando da Aeronáutica extinguiu o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), as quatro Forças Aéreas (I FAe, II FAe, III FAe e V FAe) e os Comandos Aéreos Regionais (I COMAR, II COMAR, III COMAR, IV COMAR, V COMAR, VI COMAR e VII COMAR). Nesse processo de reestruturação, o COMGAR foi substituído pelo Comando de Preparo (COMPREP), o COMDABRA pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e as Bases Aéreas foram incorporadas pelas Alas, passando a subordinação das suas Unidades Aéreas para as respectivas Alas. Assim, em janeiro de 2017, a Base Aérea de Anápolis foi desativada e passou a fazer parte da Ala 2, sediando o 1º/6º GAv Esquadrão Carcará (anteriormente sediado na Base Aérea de Recife), o 1º GDA Esquadrão Jaguar, o 1º GTT Esquadrão Zeus (anteriormente sediado na Base Aérea do Galeão) e o 2º/6º GAv Esquadrão Guardião.

Em meados de 2020, o Comando da Aeronáutica decidiu reativar os Comandos Aéreos Regionais. As Alas não foram extintas, mas as Bases Aéreas foram reativadas e receberam de volta o comando das suas Unidades Aéreas.

Aeronaves

No final de 1968, os Boeing B-17 Flying Fortress foram substituídos pelos Lockheed RC-130E Hercules. Em 20 de agosto de 1977, o Esquadrão Carcará passou a operar o Embraer R-95 Bandeirante. Em julho de 1987 chegaram os Gates R-35A Learjet, equipados para missões de reconhecimento fotográfico, e com isso os Hercules foram entregues ao 1º/1º GT em dezembro desse mesmo ano, passando também ao Esquadrão Gordo a incumbência de realizar as missões de Busca e Salvamento. Mais tarde, algumas dessas aeronaves foram distribuídas entre os Esquadrões Coral e Cascavel.

O Embraer R-95 Bandeirante foi desativado em meados de 2011. De fabricação nacional, essa aeronave estava equipada com câmeras fotográficas de alta definição e sistemas de navegação mais precisos que os cargueiros das outras Unidades. As câmeras eram operadas através de janelas na parte inferior da aeronave, cobertas por portas acionadas eletricamente. Fotografias oblíquas eram obtidas através de janelas laterais especiais, que abriam completamente. Por razões de segurança, a Força Aérea Brasileira não divulga quais os tipos, modelos e características dos equipamentos embarcados nas aeronaves do Esquadrão Carcará, mas sabe-se que no período final de operação os Bandeirantes utilizavam o Hiper-Spectral Scanner (HSS), um sensor que possibilitava o reconhecimento aéreo a qualquer hora do dia ou da noite.

O Gates R-35A Learjet tinha características operacionais diferentes do Bandeirante, pois era um jato mais moderno, com equipamentos de navegação ainda mais precisos e procedimentos automatizados, mas as missões eram as mesmas. O Learjet também utilizava câmeras para fotografia vertical, mas operadas através de janelas na parte inferior das laterais da aeronave e adaptadas para atuarem em maiores altitudes. O último R-35A foi desativado em novembro de 2020, após cumprir suas missões no EXOP Tínia 2020.

No final de 2009, três Gates VU-35A Learjet foram desativados pelo GTE (FAB-2710, 2712 e 2713) e entregues ao Esquadrão Carcará, sendo equipados com radares Thales DR-3000 Mk.2B para cumprirem missões de guerra eletrônica e reconhecimento. Os Learjets modificados receberam a designação R-35AM com as matrículas FAB-6003, 6004 e 6005 e atualmente são as únicas aeronaves operadas pelo Esquadrão Carcará.

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

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