1º BAvEx - Batalhão General Leônidas

Pires Gonçalves

 

Através do Decreto n° 2.961, de 20 de janeiro de 1941, foi criado o Ministério da Aeronáutica e extintos o Corpo de Aviação da Marinha, a Arma de Aeronáutica do Exército e o Conselho Nacional de Aeronáutica. A Aviação do Exército ressurgiu através do Decreto n° 93.206, de 03 de setembro de 1986, com a criação do Primeiro Esquadrão de Aviação do Exército em Taubaté, no interior do Estado de São Paulo. Após sucessivas reorganizações, no dia 01 de janeiro de 2005 os Esquadrões de Aviação passaram a ser denominados Batalhões de Aviação, com a estrutura composta basicamente por uma Esquadrilha de Helicópteros de Reconhecimento e Ataque (EHRA), duas Esquadrilhas de Helicópteros de Emprego Geral (EHEG), uma Esquadrilha de Manutenção e Suprimento (EMS) e uma Esquadrilha de Comando e Apoio (ECAP). Como integrantes da Força de Ação Rápida (FAR), os Batalhões de Aviação do Exército, dentro de suas capacidades, podem atuar em qualquer lugar do país.

 

O 1º BAvEx (Primeiro Batalhão de Aviação do Exército), denominado inicialmente como Batalhão Falcão, é a pioneira das Unidades Aéreas da Força Terrestre. No dia 21 de abril de 1989 recebeu o seu primeiro helicóptero e iniciou suas operações aéreas. Em 1990 e 1993, sofreu algumas transformações organizacionais e mudanças de denominação, proporcionando condições para a criação das demais Organizações Militares da Aviação do Exército.

 

Em dezembro de 2015, o 1º BAvEx passou a ser denominado como Batalhão General Leônidas Pires Gonçalves, em homenagem a um dos maiores incentivadores do ressurgimento da Aviação do Exército. O General Leônidas foi ministro do Exército no período de 1985 a 1990, chefe do Estado-Maior do I Exército, Comandante Militar da Amazônia e Comandante do III Exército. Faleceu no dia 04 de junho de 2015, aos 94 anos de idade.

 

Entre as missões realizadas pelo 1º BAvEx, destacam-se as de ataque, reconhecimento, segurança, incursão, infiltração e exfiltração aeromóvel, apoio ao combate e apoio logístico, transporte de pessoal, evacuação médica, calibração de tiro de artilharia e treinamento de tropa em técnicas aeromóveis, além do apoio a outros órgãos públicos, como o IBAMA e a Polícia Federal.

 

Aeronaves

 

O Helibras (Eurocopter) HA-1 Fennec é uma versão militar do monomotor civil AS350 Ecureuil projetado pela Eurocopter (AS550 A2 Fennec), montado no Brasil pela Helibras. Equipado com um motor Turbomeca Arriel de 625 shp, o Fennec pode ser armado com lançadores de foguetes SBAT de 70 mm e metralhadoras axiais de calibre .50 (12,7 mm). Na Aviação do Exército, os Fennecs são utilizados basicamente para cumprir missões de reconhecimento e ataque. Para cumprir missões de evacuação aeromédica e transporte de carga externa, o HA-1 pode ser equipado com um gancho externo com capacidade para 750 kg e guincho lateral para 136 kg. Em 2014 o Exército Brasileiro começou a receber a versão modernizada do Fennec. Essas aeronaves são equipadas com novo sistema aviônico e piloto automático, painel com mostradores digitais e melhorias nos sistemas de comunicação e navegação.

 

No dia 20 de dezembro de 2010, como parte do Programa H-XBR, o Exército Brasileiro recebeu o primeiro Helibras (Eurocopter) EC725 Super Cougar. Equipados com dois motores Turbomeca Makila 2A1 com 2.415 shp de potência cada, torretas FLIR (Forward Looking Infra-Red), sistemas de autoproteção com lançadores de chaff e flare, RWR (Radar Warning Receiver), LWR (Laser Warning Receiver) e MAWS (Missile Approach Warning System) e modernos sistemas de navegação, os EC725 vão operar em conjunto com os HA-1 Fennec e HM-1 Pantera, realizando missões de transporte tático, apoio logístico e C-SAR (Busca e Salvamento em Combate). No Exército Brasileiro o EC725 foi batizado como HM-4 Jaguar. Em 01 de janeiro de 2014 a Eurocopter foi extinta e nasceu a Airbus Helicopters, como parte do Airbus Group (que antes era EADS).

 

Fonte: SPOTTER / Comando do Exército

 

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